Cálcio é o mineral mais abundante no corpo humano. Muito reconhecido por seu papel no desenvolvimento e manutenção de ossos fortes e saudáveis e no combate da osteoporose. Extremamente importante também para diversas outras funções vitais como contração muscular apropriada, batimentos cardíacos saudáveis e bons níveis de colesterol.
Infelizmente a maioria dos especialistas concorda que mais de 30% das pessoas não consomem a dose diária recomendada de cálcio necessária para obter todos os benefícios deste mineral. Vegetarianos e pessoas que “pegam pouco sol” estão ainda mais propensas a sentirem os efeitos da deficiência deste importante mineral.
O cálcio ajuda na redução da pressão sanguínea, porém os mecanismos envolvidos parecem ainda ser complexos e não tão claros. Os níveis de cálcio no sangue são regulados pelo hormônio paratireóide (PTH), e uma ingestão baixa de cálcio causa uma elevação no PTH, o que assim pode gerar a hipertensão. A ingestão alta de cálcio está associada com a redução de risco de doenças cardiovasculares em mulheres na pós-menopausa.
Pesquisas também revelaram o potencial do cálcio na redução de sintomas da síndrome pré-menstrual (PMS). Um estudo de 1998 publicado pelo American Journal of Obstetrics and Gyneacology descobriu que a suplementação diária com cálcio reduziu dores, ânsias alimentares, sintomas psicológicos e retenção de água em até 54%. A suplementação com cálcio já demonstrou também reduzir dores de cabeça, irritabilidade, insônia e depressão vinculados a menopausa.
Através da redução da absorção do oxalato, o cálcio é capaz de indiretamente reduzir os riscos de pedra nos rins. Porém, pessoas com histórico de pedra nos rins devem consultar um médico antes de suplementar com cálcio uma vez que a suplementação para um pequeno grupo de pessoas que absorve cálcio demais pode aumentar os riscos de formação de pedra nos rins.
O cálcio parece também se grudar parcialmente com algumas gorduras e colesterol no trato gastrointestinal. Talvez como resultado disso, algumas pesquisas sugerem que a suplementação de cálcio pode ajudar a baixar os níveis de colesterol.
Através de diversos mecanismos de ação estudos preliminares demonstram que o cálcio parece diminuir os riscos de câncer de cólon. Em alguns estudos duplo-cego a suplementação de cálcio protegeu de forma significativa contra mudanças precancerosas no cólon.
Atenção: A suplementação de cálcio deve ser evitada por pacientes com câncer de próstata. Consulte um médico para maiores explicações.
É necessário a presença de vitamina D para a absorção do cálcio. O papel mais importante da vitamina D é a regulação dos níveis de cálcio na corrente sanguínea. Isso justifica muitos suplementos de cálcio serem fortificados com vitamina D.
A suplementação com lisina aumenta a absorção do cálcio e pode ajudar em sua excreção. Por isso alguns pesquisadores acreditam que a lisina pode acabar demonstrando desempenhar um papel na prevenção e tratamento da osteoporose.
Alguns estudos demonstraram que o cálcio compete pela absorção com alguns outros minerais, enquanto outros estudos não demonstram esta competitividade. Pelo sim ou pelo não alguns médicos recomendam a suplementação em conjunto com um multivitamínico.
Uma dica interessante também é tomar seu suplemento de cálcio junto às refeições uma vez que a absorção parece ser melhor.